Austeridade é um dos principais requisitos para o próximo governo

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OPINIÃO – O próximo presidente da República deverá adotar medidas de austeridade mais severas ainda aquelas impostas pelo presidente Temer, pois o déficit público continua estratosférico, o que inviabiliza a redução de tributos e desestimula a realização de investimentos privados que poderiam gerar mais empregos.

Para se reduzir a dívida pública será necessária a reforma da previdência, o congelamento do salário dos servidores, a redução de benefícios e regalias a todas as carreiras públicas, além da redução de gastos governamentais com contratação de pessoal e obras públicas.

No entanto, poucos políticos tem coragem de fazer o que é necessário, pois a grande massa da população quer um Estado gordo que sirva tudo o que eles necessitam, desde alimentos por meio do bolsa família, até o transporte gratuito por meio da concessão de vale transporte ou combustível subsidiado pelo governo.

Embora sejam raros esses políticos, eles existem sendo o prefeito de Curitiba, Rafael Greca de Macedo, e ex-governador do Paraná, Beto Richa, exemplos de gestores que aplicaram algumas medidas impopulares de austeridade que permitiram o saneamento das contas públicas e impediu que o município e estado tivessem uma crise igual a que o resto do país teve. Se não fosse as leis de suspensão de aumento salarial dos servidores públicos, reforma da previdência pública e cortes de gastos públicos que esses dois gestores propuseram estaríamos vivendo no estado do Paraná uma crise igual ou pior a do estado do Rio de Janeiro que está há mais de dois anos pagando salários atrasados de seus servidores e com deficiência na prestação de todos os serviços públicos.

Ressalta-se que o texto é sobre austeridade e por isso não poderia deixar de mencionar o ex-governador, independente de estar sendo investigado pela suposta prática do crime de corrupção, já que o estado do Paraná não quebrou apenas por ele ter previsto a crise e se antecipado a ela realizando as medidas impopulares que seu governo aprovou, mas que eram necessárias. Diferente da grande maioria dos estados e municípios brasileiros que não se precaveram e estão amargando com as contas públicas no vermelho.

Agora, se o leitor grita contra a reforma da previdência, em especial a do setor público; se protesta contra a redução das despesas com pessoal na carreira pública (redução salarial ou demissão em todas as carreiras); se é contra a redução do patrocínio público por meio da prestação direta dos serviços pelo Estado ou subvencionados pelo Estado; este leitor na verdade não objetiva a redução do Estado, mas sim o seu aumento, o que impossibilita a redução da carga tributária sobre todos, demonstrando isso que este leitor é um socialista que mais se coadunaria com o perfil dos candidatos de esquerda ou falsa direita (direita-socialista), que é o que tivemos até hoje no Brasil – presidentes socialistas/esquerdistas.

Todos terão que decidir, se querem mais Estado e consequentemente mais tributos, ou se querem menos Estado que permite a redução da carga tributária e burocracia pública.

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