Sindicalistas tentam calar Escola Sem Partido a pedradas

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SP — Em Guarulhos, nesta quinta-feita (3) seria votada a deliberação do projeto Escola Sem Partido. A votação já tinha sido adiada uma vez, devido a tumultos na Câmara. Mas o que era simplesmente uma batalha ideológica tornou-se algo muito mais grave.

Após apurar os fatos, por meio de entrevistas com testemunhas e análise dos vídeos gravados no local, pude ter uma melhor noção da sequência dos eventos, muito mal retratada pela grande mídia.

Tudo começou dentro da Câmara. Esta estava dividida em dois lados: opositores ao Escola Sem Partido (representados por sindicatos e alguns professores) e os a favor do projeto (representados pelos grupos Movimento Brasil Livre e Direita SP). Ao chegarem no local, os militantes a favor do Escola Sem Partido já começaram a ser xingados e ameaçados. Com o avanço das provocações, um cordão policial foi formado entre os dois grupos. O isolamento, porém, não evitou agressões por parte dos sindicalistas: vídeos gravaram tapas em câmeras e em Lucas Pavanato, coordenador do MBL. Por outro lado, os movimentos a favor mantiveram-se calmos, mantendo as agressões e ameaças unilaterais.

Por conta do tumulto, a sessão foi adiada. O adiamento de sessões tem sido a principal estratégia da esquerda contra o Escola Sem Partido. Forçam tumulto para a sessão ser adiada, repetindo o processo toda vez que uma votação é marcada. Como exemplo disso, temos São Paulo. A votação foi adiada várias vezes, e inclusive quatro militantes foram detidos pela GCM durante esses tumultos. Ninguém a favor do projeto foi detido.

Após o encerramento da sessão, a GCM orientou a saída dos manifestantes: na teoria, primeiro sairiam a oposição ao projeto, e quando o entorno da Câmara se acalmasse, o resto sairia. A prática mostrou-se bem diferente: os sindicalistas cercaram o prédio, impedindo a saída de quem era a favor do projeto. Em medida emergencial, a GCM organizou uma pequena operação em prol da segurança dos manifestantes: o grupo que ainda estava na Câmara sairia pela saída dos fundos; lá estaria o ônibus fretado pela Direita São Paulo, que cederia lugar para membros do MBL também saírem em segurança.

Já na saída, os sindicalistas começaram a partir para cima. Vídeos mostram o desespero de membros do MBL e da Direita SP correndo para o ônibus. Quando começaram a entrar no ônibus, atiraram a primeira pedra. Houveram relatos de pedras passando acima da cabeça de membros do MBL, enquanto eles corriam para o ônibus. Dentro do ônibus, os ataques continuaram. Um vídeo gravou um agressor arremessando uma pedra contra o vidro. Mesmo após o ônibus começar a sair, manifestantes continuaram jogando pedras, quebrando vidros laterais e assustando todos os passageiros. A confusão foi generalizada.

Após os ataques da esquerda, os policiais reagiram com balas de borracha e bombas de efeito moral. A vitimização foi imediata: foram postadas várias fotos de pessoas sangrando, com a narrativa de um ataque policial. Apesar dessa narrativa, um vídeo mostra claramente o caráter reativo da ação policial.

Tanto os membros do MBL quanto da Direita São Paulo passam bem.

Segue o vídeo mostrando a sequência dos acontecimentos em Guarulhos:

Link para o vídeo da Direita São Paulo sobre o ocorrido.

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Interessado por política e eterno estudante. Ativista político. O Diário Nacional é um blog com linha editorial à direita, que faz cobertura de notícias políticas e textos de opinião, contando com diversos colaboradores.

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