Na 2ª turma, Palocci sairia livre por 3×2

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DF – Josias de Souza informa para o UOL:

“Deve-se a manutenção de Antonio Palocci na cadeia à decisão do ministro Edson Fachin de transferir o julgamento do habeas corpus da Segunda Turma para o plenário do Supremo Tribunal Federal.

Na turma, o ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff teria ganhado o asfalto por 3 votos a 2. Abririam a cela Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. E o ex-preso estouraria o champanhe em casa entre a noite desta quarta-feira e a manhã de quinta.

No plenário, Palocci foi mantido atrás das grades por 7 a 4 —um voto a mais em relação ao 6 a 5 que abriu o caminho para o encercaramento de Lula na semana passada. Dessa vez até o decano Celso de Mello votou contra Palocci.

Em privado, pelo menos dois colegas de Fachin enxergaram na migração do processo da turma para o plenário uma manobra para converter derrota certa em vitória provável. Contudo, conforme já comentado aqui, a providência é expressamente autorizada pelo regimento interno do Supremo.

Fachin optou por esse caminho depois que a Segunda Turma livrou do cárcere o grão-petista José Dirceu. Graças à brecha regimental, o relator da Lava Jato vai conseguindo salvar no Supremo a essência da operação anticorrupção.

A única coisa que ainda não foi salva é a unidade da Suprema Corte. A maioria magra obtida no plenário não deve modificar o comportamento das turmas. A Segunda Tuma, integrada por Fachin, vai continuar servindo refresco aos figurões enroscados na Lava Jato. A Primeira Turma continuará majoritariamente fiel à tranca. O Supremo tornou-se um tribunal lotérico.”

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