Jornalista diz que ato de sábado foi “missa de corpo presente do PT”

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SP – Fernando Canzian, jornalista da Folha, escreve:

“Mesmo preso em Curitiba, Lula impôs ao PT preservar o lulismo em vez de tentar salvar o petismo e mobilizar o que resta da esquerda no Brasil.

Como faz há 30 anos, quer manter-se único, como palmeira no deserto.

A sinuca de Lula é só aparente: se liberar um plano B à Presidência, assumirá sua derrota na Justiça. Se mantiver a candidatura até 17 de setembro (data limite para o TSE julgar a impugnação de candidatos), o substituto será apresentado a apenas duas semanas do 1º turno.

No dia da prisão em São Bernardo, Lula parece ter feito sua escolha: apresentou candidatos ainda inexpressivos e não petistas (Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila) como promessas da esquerda. A deferência ao petista Fernando Haddad foi protocolar.

No final, a homenagem a dona Marisa pode ter sido a missa de corpo presente do PT.”

Foi também o espetáculo mais ridículo que o Brasil já serviu de palco.

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