Jogada de mestre dos ministros do STF

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OPINIÃO – Nossos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não brincam em jogo, não é a toa que ocupam o cargo que possuem, realmente são inteligentíssimos e sagazes.

Ontem os ministros do STF não somente protagonizaram a cena de benevolência com o ex-presidente Lula, mas havia algo secreto em jogo de interesse dos próprios magistrados e todos os demais membros da elite do Poder Judiciário que era o auxílio moradia.

Pois bem, ao invés de pautarem para ontem o julgamento do auxílio moradia que é de relatoria do ministro Luiz Fux, estrategicamente não pautaram esta questão que está há anos aguardando julgamento, vindo a ministra Carmen Lúcia colocar no lugar, de um dia para o outro, o caso do Habeas Corpus do ex-presidente Lula.

A presidente do STF Carmen Lúcia e o ministro Luiz Fux fizeram uma jogada de mestre, pois pautaram um processo polêmico no lugar do outro, fazendo a população esquecer do caso do auxílio moradia, agradando-se assim a gregos e troianos.

Veja que era previsível a possibilidade de suspensão do julgamento do HC de Lula, haja vista o pouquíssimo tempo hábil destinado ao mesmo, já que a presidente do STF ao invés de pautar somente este caso e pela manhã de quinta-feira, a mesma iniciou a sessão apenas as 14 horas e permitiu o julgamento de outras questões antes de se chegar ao caso do ex-presidente Lula.

Se não bastasse, o ministro Édson Fachin, relator do HC de Lula, ainda lança uma questão preliminar que ocupou o pouco tempo que restou para julgarem o caso.

Obviamente todos sabiam que quanto menos tempo tivesse para a análise do caso do Lula que discute a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, maiores seriam as chances de se adiar o julgamento, sendo certo que a suspensão do julgamento corretamente levaria a conclusão de concessão da liminar em favor de Lula que foi o que ocorreu.

Agora, a pergunta que não quer calar, será que esse espetáculo todo não foi combinado ?

O ministro Luiz Fux não pauta o caso do auxílio moradia, livrando os juízes e promotores do risco de perderem o benefício; A ministra Carmen Lúcia pauta o caso do Lula, mas sem tempo hábil para a conclusão do julgamento para forçar o deferimento da liminar; O ministro Édson Fachin lança uma preliminar no HC de Lula que ocupou todo o tempo.

 

 

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