Presidente do PSOL complica narrativa do partido ao questionar: “Quem matou Marielle?”

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Juliano Medeiros, presidente do PSOL, deu uma entrevista ao site Sputnik Brasil, na qual que comentou a repercussão do assassinato da vereadora Marielle Franco, na noite da quarta-feira (14).

Sobre a comoção gerada por Marielle, ele comenta: “Não chega a compensar, mas minimiza um pouco o que estamos sentindo, perceber a solidariedade que estamos recebendo de partidos, instituições e movimentos sociais do mundo todo. Acho que nunca o PSOL foi tão comentado no mundo e sempre em um contexto de solidariedade, de amizade e provocar um reconhecimento da Marielle”.

No fim da entrevista, Juliano comentou sobre as razões para o assassinato.

“Há duas hipóteses que para nós se apresentam como hipóteses mais concretas. A primeiras delas é isso, que alguém, sobretudo do segmento da segurança pública, da polícia militar, incomodados com as manifestações e as denúncias que a Marielle vinha fazendo possa ter resolvido dar cabo da sua vida para evitar que a Marielle, e em pouco tempo isso aconteceria, se convertesse em uma das maiores lideranças de direitos humanos do Brasil. Ela tinha uma carreira brilhante pela frente”.

Na segunda hipótese de Juliano haveria a intenção de causar uma confusão, e gerar repercussão por pessoas que estariam incomodadas com a intervenção, lembrando que o PSOL é contra essa medida.

O problema é que ao deixar a acusação em aberto, ele complica a vida daqueles que já saíram culpando a PM, mesmo sem terem provas para isso.

Uma vez que o presidente do PSOL demonstra dúvidas em relação aos culpados, como ficam aqueles que já declararam saber com certeza a responsabilidade do crime?

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