Implantado por Flávio Rocha, “Pró-Sertão” desenvolve nordeste e impulsiona economia nacional

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RN, Natal — A InfoMoney publicou uma matéria com um balanço com os detaques das companhias do mercado e da economia nacional. O topo da lista ficou com o Grupo Guararapes, de Flávio Rocha, o CEO das Lojas Riachuelo.

No quarto trimestre de 2017, o Grupo Guararapes teve lucro líquido de R$ 327 milhões, 29,6% acima do registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Enquanto a receita líquida da companhia subiu 9,3% no mesmo período, para R$ 2 bilhões, a de mercadorias somou R$ 1,574 bilhão, 11,4% superior.

Já as vendas em ‘mesmas lojas’ (unidades abertas há mais de um ano) cresceram 7,7%. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, chamado de Ebitda, cresceu 41%, R$ 541,3 milhões. Números impressionantes.

O desenvolvimento do Grupo Guararapes está ligado – entre outros fatores de gestão – ao sucesso do programa Pró-Sertão, que gerou milhares de empregos no nordeste, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos moradores da região além do desenvolvimento do sertão.

PROGRAMA PRÓ-SERTÃO

O Pró-Sertão é um programa de incentivo à geração de empregos no semi-árido do Rio Grande do Norte, aplicado pela Guararapes, empresa dona das Lojas Riachuelo, que tem como objetivo interiorizar a indústria têxtil e contribuir para a geração de emprego e renda em municípios localizados em regiões de baixo desenvolvimento econômico.

Desde o início do programa, foram gerados cerca de 5 mil empregos diretos, que beneficiam indiretamente 50 mil pessoas em média. Hoje, a região conta com aproximadamente 5 mil carteiras assinadas. Desse total, 90% foram assinadas pela primeira vez. A renda mensal dos funcionários das oficinas de costura é de no mínimo R$ 942 – valor praticado no mercado. Antes do programa, essas pessoas não tinham nenhuma fonte de renda fixa.

HISTÓRIA DO GRUPO GUARARAPES

Em 1947 Nevaldo Rocha abria as portas de sua primeira loja de roupas em Natal, Rio Grande do Norte. Se chamava “A Capital”. Quatro anos depois, a empresa inaugurou uma pequena confecção em Recife, Pernambuco, e adquiriu assim novos pontos de venda.

Foi em outubro de 1956 que Nevaldo e seu irmão, Newton Rocha, fundaram o Grupo Guararapes, em Recife. Dois anos depois a matriz mudou para Natal, onde permanece até os dias de hoje.

O Grupo Guararapes adquiriu as cadeias de lojas Riachuelo e Wolens em 1979, e assim expandiu sua atuação para o varejo têxtil.

Filho de Nevaldo, Flávio Rocha idealizou a marca Pool em 1982. A gripe foi um ícone de moda nos anos 80 e principal patrocinadora do piloto Ayrton Senna, logo no início de sua carreira. Hoje, Flávio é o CEO das Lojas Riachuelo, integra o conselho do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, e também é o vice-presidente de relações com investidores do Grupo Guararapes. Nos últimos meses, após lançar o Movimento Brasil 200, que defende uma agenda liberal comum para o empresariado brasileiro, seu nome tem sido citado como desejado para concorrer à Presidência do país em 2018.

Atualmente, o Grupo Guararapes possui 40 mil colaboradores e representa a maior confecção de vestuário da América Latina. Também investe em pesquisa, criação, desenvolvimento e em distribuição. Por dia são produzidas cerca de 200 mil peças, que são totalmente comercializadas pela Riachuelo.

O grupo também é dono do Shopping Midway, que fica em Natal, da Midway Financeira, da Transportadora Casa Verde, e de três Centros de Distribuição. E também são entusiastas da fomentação cultural, com os Teatros Riachuelo na cidade do Rio de Janeiro, RJ, e com o Teatro Riachuelo em Natal, RN.

POLÊMICA

Em setembro de 2017, ganhou os noticiários a informação de que Ileana Mousinho, procuradora do Ministério do Trabalho do Rio Grande do Norte, estava movendo uma ação contra o Grupo Guararapes por conta de funcionários terceirizados. A procuradora pedia uma multa de 37 milhões de reais.

No dia 21 daquele mês, cerca de 5 mil trabalhadores da Guararapes protestaram em frente a sede do Ministério Público do Trabalho contra a ação que ameaçava seus empregos já que a companhia poderia deixar o estado.

O youtuber Arthur do Val, do Canal Mamãe Falei, esteve no local para questionar os manifestantes, e fez cobertura da ação. Acabou descobrindo que no MPT-RN havia muitos funcionários terceirizados. Assista:

Ironicamente, seis dias depois dirigentes das centrais sindicais do Rio Grande do Norte – que não defendem trabalhadores – convocaram um ato em defesa do Ministério Público do Trabalho. Foi um fiasco. E o Arthur, que não perde um protesto, esteve lá também:

Indignados, os funcionários do Grupo Guararapes – que diferente dos pelegos sindicalistas trabalham para se sustentarem – enviaram uma nota ao Portal no Ar afirmando que o protesto dos sindicalistas não os representava.

“Os faccionistas e costureiros do Rio Grande do Norte esclarecem que não possuem qualquer participação neste protesto. A manifestação, organizada pela CUT e outras centrais sindicais, NÃO REPRESENTA os mais de 5 mil trabalhadores de fábricas têxteis que integram o programa Pró-Sertão. Aproveitamos para reafirmar nossa posição contrária à ação do MPT que pode acabar com o projeto e, consequentemente, extinguir os empregos gerados no interior potiguar”, dizia comunicado assinado pela Associação dos Faccionistas do Seridó.

Na época, o criador do Plano Real, Gustavo Franco, se manifestou contra o MPT-RN:

O COMPORTAMENTO SUSPEITO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

No último dia 02 de fevereiro a Justiça do Trabalho deu iniciou a instrução do processo. O MPT, que tem ônus de provar a acusação, não levou nenhuma testemunha e também não aceitou nenhuma das testemunhas da defesa. Também negou o pedido da defesa para ser feita uma inspeção judicial pela juíza para verificar, in loco, que não existia subordinação.

O órgão foi contra ouvir as testemunhas que foram referidas até mesmo por ele. A atitude chamou atenção da comunidade jurídica e jornalística, pela resistência estranha do MPT para esclarecer os fatos com a prova judicial.

As considerações finais das partes envolvidas no processo, que está está sendo conduzido pela juíza Jordana Duarte da Silva, na 7ª Vara do Trabalho, ficaram definidas para o dia 2 de abril.

O resultado não pode ser previsto, mas a torcida dos funcionários é pela vitória do Grupo Guararapes. A sociedade brasileira também torce pela vitória, já que todo o país se desenvolve e se beneficia com o destaque e impulso que a companhia dá para o país, dentro dele e também no exterior.

O CANDIDATO ÓBVIO