Como o dono da Riachuelo promete revolucionar a economia brasileira

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BRASÍLIA, Distrito Federal — Flávio Rocha, CEO da Riachuelo, é hoje o mais disputado dos pré-candidatos à presidência da República. Com convites do MDB e PRB, além de conversas abertas com DEM e PSC, o empresário potiguar se apresenta como alternativa “liberal-conservadora” – posição definida por Flávio como “direita democrática” – para as eleições de 2018.

Flávio se destacou nos últimos anos por liderar um agressivo projeto de industrialização no Nordeste, conhecido como Pró-Sertão. Ao terceirizar suas linhas de produção de costura, optou por criar parcerias com pequenas oficinas no sertão do Rio Grande do Norte, gerando uma explosão de prosperidade e capitalismo na região. Para se ter uma ideia do impacto, as regiões atingidas pelo projeto já se tornaram as mais prósperas do estado nordestino – tudo isso em menos de 10 anos.

É por conta dessa experiência – e da postura combativa diante da burocracia petista –  que Flávio se credenciou como principal liderança empresarial brasileira.

Flávio Rocha é homenageado em Seridó, sertão do Rio Grande do Norte, pelo sucesso do programa Pró-Sertão.

Privatizações e Reformas

Em suas andanças pelo Brasil, o empresário não esconde um agressivo plano de reformas e privatizações para os eventuais 100 primeiros dias de “governo Rocha”. Além da previdência, Flávio busca também simplificar e reduzir o sistema tributário nacional, aprofundar a liberalização do mercado de trabalho, aplicar um teto de salários de entrada no funcionalismo público, lançar um pacote de concessões e investimentos em infraestrutura – com especial atenção para o agronegócio -, e promover um amplo enxugamento de gastos considerados supérfluos, ajustando as contas do país para fortalecer a atração de investimentos e a geração de novos empregos.

O amplo pacote de reformas teria impacto avassalador na Bolsa de Valores e na taxa Selic, propiciando um crescimento sustentado e ganhos concretos de produtividade e renda per capita. Flávio não esconde sua admiração pelo “Ponte para o futuro”, plano de gestão capitaneado por Michel Temer. Considera que um eventual governo Rocha daria continuidade aos avanços atuais que tiraram o país da crise gerada pelo PT. E com uma vantagem: seria executado por um governo vencedor nas urnas, com uma nova e renovada base aliada e importante apoio popular.

Segurança e Educação

De acordo com Gabriel Kanner, sobrinho de Flávio e um dos coordenadores do Brasil 200, a ideia é clara: eliminar os gargalos que impedem o crescimento do Brasil ainda no primeiro ano de gestão, confrontando as corporações do funcionalismo que impediram o andamento da reforma da previdência.

Para Gabriel, a experiência recente de combate à perseguição do Ministério Público do Trabalho do Rio Grande Norte mostra que Flávio é o único dos candidatos com disposição e coragem para peitar a elite do funcionalismo. Faz sentido: ao passo que os candidatos de esquerda defendem a manutenção dos privilégios e super-salários, figuras como Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro fogem da discussão temendo desgaste eleitoral. O último, inclusive, se posicionou contrariamente à reforma da previdência, abusando do populismo numa agenda que agrada seus ditos adversários: a esquerda brasileira.

Essa ofensiva no primeiro ano de gestão garantiria a Flávio o colchão econômico e político para enfrentar aqueles que considera os dois maiores problemas estruturais do país: a segurança pública e a educação.

O empresário vem conversando com especialistas em segurança pública para criar um poderoso pacote de combate à criminalidade. As linhas gerais – lançadas através de um documento do Brasil 200 – incluem leis mais severas para criminosos, com importantes alterações na legislação penal; sistema de integração entre as polícias e o investimento em fiscalização de fronteiras; revogação do estatuto do desarmamento; redução da maioridade penal; expansão do regime de Parcerias Público Privadas no sistema prisional e a exigência para que os presos trabalhem dentro das penitenciárias.

Na educação, Flávio pretende alterar o modelo existente, que privilegia gastos federais com universidades públicas em detrimento da escola básica. Flávio considera o modelo atual uma “armação para sabotar os mais pobres” e as universidades federais – em especial aquelas construídas durante os governos petistas – como “fábricas geradoras de Guilhermes Boulos”. Para o empresário, o foco deve ser reorientado para o ensino básico e profissionalizante, e universidades federais consideradas improdutivas deverão ser privatizadas ou encerradas.

Flávio estuda impor metas de resultado e premiação no sistema público de ensino; pensa também em promover parceiras com a iniciativa privada, e, em zonas afetadas pelo tráfico e pela criminalidade, estuda parcerias com o exército e as polícias militares. Com cabeça de empresário, busca trabalhar com indicadores, como o exame PISA, as provas do ENEM e do ENADE.

De acordo com Gabriel, essa ofensiva qualificaria os jovens ingressantes no mercado de trabalho, permitindo dando um passo adiante nas reformas estruturais conduzidas por Flávio.

— Se ele ganhar, o Brasil vai fazer 200 anos bombando – afirmou Gabriel — É a grande chance de mudar o nosso destino.

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