Compra indireta de votos por meio do endeusamento do serviço público

COMPARTILHAR

OPINIÃO – Podemos observar nos últimos anos, especialmente no período em que o Partido dos Trabalhadores esteve a frente do poder, que houve uma série de concessões de benefícios, regalias, vantagens ou qualquer outro nome que queiram dar, a toda classe dos servidores públicos, mais em especialmente a classe dos professores, juízes e promotores, o que para muitas pessoas é motivo para aplausos, mas se for observar bem tudo não passou de um mecanismo de compra indireta de votos e um cala-boca desses setores para não reclamarem do governo que assaltou os cofres públicos.

Sem enrolação, muito menos puxação de saco e sabendo que grande parte da população criticará as verdades expostas abaixo, chegou-se a hora de apresentar esta ferida a sociedade para que reflitam e inicie-se o processo de questionamento a respeito do favorecimento e concessão de benefícios desarrazoados aos professores, juízes e promotores.

O fato é que esse tipo de politicagem gerou uma distinção sem precedentes dessas três carreiras com as demais profissões existentes no mercado, o que prejudicou sobremaneira a economia ao gerar gastos extras para o exercício dessas profissões privilegiadas, sendo certo que isso aconteceu somente porque a população foi doutrinada ao longo dos anos a achar que essas profissões seriam as mais relevantes, num processo de endeusamento a estes profissionais.

Enquanto a sociedade continuar endeusando professores, juízes e promotores, a sociedade continuará sem perspectiva de avanços, posto que essas três categorias já estão completamente dominadas por pessoas que adotam a ideologia perversa da esquerda que só enxergam o próprio umbigo, encarecendo o Estado com mais e mais benefícios para suas respectivas classes, sendo que quando não são atendidos prejudicam toda população com greves sem fim ou desleixo na realização dos trabalhos.

A reclamação se dá porque essas categorias desmerecem as demais profissões por se acharem mais importantes que todas as demais, sendo certo que o histórico de nosso país mostra que essas três carreiras deixam muito a desejar, bastando ver o péssimo desempenho escolar com relação a classe dos professores e a péssima estatística e qualidade de trabalho desempenhado pelo  Poder Judiciário com relação aos juízes e promotores.

Então, a título de exemplo de apenas um dos benefícios dessas carreiras, faz-se necessário a reflexão se é justo que juízes e promotores tenham dois meses de férias remuneradas, mais 15 dias a título de recesso de final de ano? Será que é justo que professores tenham férias de quase quatro meses? Sejamos sinceros, se o professor não está dando aula para os nossos filhos, se nossos filhos estão em casa nos meses de julho, dezembro, janeiro e fevereiro quase todo, então os professores estão de férias sim, tendo os pais que se virarem para trabalhar e arranjar alguém para cuidar de nossas crianças.

É preciso que a imagem imaculada dessas três carreiras caia por terra, pois assim como não há sacerdote santo (padre, pastor, guia e etc), muito menos santo são os membros dessas carreiras para que sejam endeusadas. Portanto, tem que acabar com essa idolatria por parte da população em relação aos membros dessas carreiras, pois se assim não o fizer essas mesmas carreiras sugarão tudo que puderem do Estado e irão continuar impondo sua vontade contra o povo.

Devemos observar que todos os benefícios concedidos a essas carreiras passaram pelas mãos dos políticos que concederam essas benesses de modo desarrazoado com a finalidade de conquistar votos desse vasto número de eleitores, além de conseguirem a simpatia dos mesmos para não questionarem os benefícios mais robustos ainda dos políticos. Esse jogo duplo tem que acabar, uma vez que só encarece o Estado e gera mais impostos contra toda sociedade sem que haja contrapartida satisfatória para o povo.

Estamos em ano de eleição e velhos nomes da política discursarão prometendo mais benefícios ainda para essas carreiras, especialmente os políticos de esquerda, se aproveitando da grande quantidade de votos que esses discursos populistas conseguem atrair, mas deixando de lado que o mais importante seria é a realização de políticas de controle de eficiência de todos esses profissionais, ao invés de aumentar os custos do Estado com a concessão de mais regalias como mecanismo de compra indireta de votos.

Pare e pensem, pois tudo tem um custo e quem paga somos nós, sendo então interessante que se acabem com os privilégios que permitirá alcançar uma maior  isonomia entre as profissões, especialmente as ligadas ao setor público que são remuneradas com o dinheiro dos impostos.

 

COMPARTILHAR
Artigo anteriorCEO das Lojas Riachuelo e líder do Brasil 200, Flávio Rocha admite que poderá concorrer à Presidência
Próximo artigoPresidenciáveis de esquerda recusam o apoio do condenado Lula
Advogado. Ativista político. Aluno do curso de doutorado da Universidad de Buenos Aires - UBA. Pós-graduado pela Escola da Magitratura do Rio de Janeiro - Emerj. Membro das comissões da Igualdade Racial e Defesa do Consumidor da OAB/PR. Autor do livro "Nas Entrelinhas da Política" e coautor do livro "Reflexões Atuais da Filosofia do Direito sob a Perspectiva da América Latina". Contato@pierrelourenco.com.br O Diário Nacional é um blog com linha editorial à direita, que faz cobertura de notícias políticas e textos de opinião, contando com diversos colaboradores.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Coloque seu nome aqui