Taxa de assassinatos no Rio aumentou mais de 30% em dois anos, mas o pessoal do 342 Artes acha que não precisa de Intervenção Federal

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RIO — Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos últimos dois anos a taxa de assassinatos no Rio de Janeiro aumentou mais de 30%.

A taxa de homicídios por cem mil habitantes até o ano passado havia subido 24,3%, passando de 30,7% para 37,6%. No ano passado, a taxa cresceu mais uma vez chegando ao registro de 40 casos para cada cem mil habitantes.

Já no número de roubos, o número aumentou 10,3% em relação a 2016. Foram 230.450 em 2017, o que corresponde a 1.378 ocorrências para cada cem mil habitantes.

342 ARTES CONTRA A INTERVENÇÃO FEDERAL

Os artistas e ativistas do “Movimento” 342 Artes, criado para defender a exposição Queermuseu e a performance La Bête que ocorreu no MAM-SP, endossando a falsa narrativa de que a sociedade estava praticando “censura” por boicotarem os eventos culturais, se reuniram novamente por uma causa. Segundo o jornalista Ancelmo Gois, o grupo se reuniu na casa de Paula Lavigne e de Caetano Veloso para tratar da Intervenção no Rio.

CAMPANHA PARA O CONGRESSO

Os artistas e ativistas do “Movimento” 342 Artes o que parece com o vídeo lançado é que a preocupação da turma é, na verdade, conseguir eleger Marcelo Freixo e Alessandro Molon como representantes do Rio de Janeiro no Congresso.

“O Exército e a Polícia podem sim ajudar na segurança pública do Rio de Janeiro, mas não com uma intervenção. Podem fazer com que seus serviços de inteligência e as informações sejam trocadas. Principalmente no combate ao tráfico de armas. A gente faz com que a taxa de homicídio possa ser reduzido se a gente controlar melhor as armas legais e fazer com que as fronteiras possam ser mais vigiadas. Não é com intervenção, é com integração e gabinete de gestão integrada. Essa é mais uma proposta.”, diz Freixo, do PSOL, no vídeo.

Em seguida, aparece Alessandro Molon, o deputado federal preferido da Rede Globo: “Criação de uma câmara de repressão ao crime organizado, da qual participem órgãos da Polícia, do Ministério Público, do Judiciário, pra que numa atuação conjunta, sistemática e permanente possam enfrentar o crime organizado no Rio de Janeiro.”

Assista:

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