Coisa se complica para Boulos, que enfrenta resistência até no PSOL como candidato

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BRASÍLIA — Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara dos Deputados, disse na última sexta, 9, que o coordenador do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, informará até o fim deste mês de fevereiro se aceitará concorrer pelo partido à Presidência.

Em uma entrevista à Folha, publicada na quarta, 7, Boulos afirmou que se avançou bastante nos debates junto ao PSOL “para que se possa consolidar uma candidatura”. Disse: “Se esse entendimento confluir para uma candidatura, eu vou assumir.”

Só que as negociações provocou reações no PSOL.

Um dos pré-candidatos do partido à Presidência, o professor Plínio de Arruda Sampaio Jr., se queixou: “Se Boulos entra no partido como um pirata, o ganho do PSOL é nulo. O partido se transforma em um puxadinho do MTST. Acaba”.

Ainda, disse que a “proximidade orgânica de Boulos com Lula e o PT” contraria a proposta de construção de uma esquerda fundada em oposição às práticas petistas. “Boulos  acha que a história absolverá o Lula. Eu, não. E o PSOL terá que decidir se quer ser uma esquerda contra a ordem ou um PT recauchutado, um lulismo requentado.”

Já o deputado estadual do Rio de Janeiro Marcelo Freixo apoiou a ideia de Boulos ser o candidato: “A partir do momento que o partido escolhe um candidato, e eu espero que seja o Boulos, o debate com todo o partido se faz para que todos entrem na campanha normalmente”.

Ainda, a possível candidatura de Boulos abalou uma fatia do PT, que teme fragmentação da esquerda no momento em que Lula está sob ameaça de prisão.

A tendência é a extrema-esquerda brasileira ir se pulverizando.

As informações são da Folha de S. Paulo.


 

 

 

 

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