Venda da Petrobrás cobriria o rombo da previdência em 2017

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Economia — No ano passado, o rombo previdenciário cresceu R$40 bilhões, totalizando R$268 bilhões. Valor suficiente para comprar a Petrobras. E, caso a estatal fosse privatizada, o dinheiro da sua venda poderia cobrir o rombo.

“O buraco de um ano na Previdência equivale ao da Petrobras. O valor da empresa deve estar por aí, se não for mais baixo do que isso”, disse Marcelo Caetano, secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, durante um debate promovido na quinta-feira, 8, pela TV Estadão. Ontem, o valor da petroleira na Bolsa era de R$ 258 bilhões.

Com a reforma da previdência, é esperado que se alcance uma economia próxima a R$600 bilhões nos próximos dez anos, sendo R$500 bilhões a menos em despesas com o INSS e outros R$ 87,7 bilhões nas aposentadorias do funcionalismo público federal.

Esse valor de economia prevista ainda poderá mudar nos próximos dias, pois o governo está negociando novas mudanças na proposta de reforma, na tentativa de conseguir mais votos para aprovar a reforma na Câmara até o dia 28 de fevereiro.

“A reforma é uma questão inadiável”, para José Roberto Savoia, professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP). “Se não for feita agora, terá de ser levada adiante no próximo governo.”

“A reforma da Previdência tem outros fundamentos por trás, como a igualdade. Daqui para frente, com essa reforma aprovada, não faz mais diferença se a pessoa ocupa um cargo eletivo, ou é um funcionário público com salário mais alto ou um trabalhador do setor privado”, disse o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda. Ele ainda explicou que Brasil e o Equador são os únicos países das Américas sem idade mínima de aposentadoria, e afirmou que o aumento da idade mínima proposta será feito de forma gradual.

“Se a reforma da Previdência não passar, o ano tende a ser mais instável”, afirmou Nelson Marconi, professor da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Com um desempenho fiscal “ruim”, avalia que poderá ocorrer uma ampliação da avaliação negativa do País no exterior.

O professor Otto Nogami, do Insper, teme que uma piora externa possa prejudicar o fluxo de recursos estrangeiros. “O capital estrangeiro, hoje, desempenha um papel preponderante na economia do Brasil. A não aprovação da reforma pode alterar toda a perspectiva futura da economia”, alertou.

As informações são da Jovem Pan.

 

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