Após condenação, Lula diz que ainda busca a presidência em reunião do PT

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PT — O ex-presidente Lula, em reunião interna de líderes do PT, nesta quinta-feira (25), disse que ainda correrá atrás da presidência da república, apesar de sua condenação em segunda instância na quarta-feira (24).

Na conferência, Lula criticou a Lava Jato, além de acusar os juízes de formarem um cartel contra ele, com o único objetivo de impedir sua candidatura à presidência. Afirmou que a sentença foi injusta e que só resultou em unanimidade pois os juízes combinaram o resultado previamente entre si.

“Era a tentativa de julgar alguém que vinha para fazer alguma coisa boa”, disse ao comparar seu caso à perseguição que Jesus sofreu ao nascer. Além disso, afirmou que as vezes tem a impressão de que sua condenação é a “maior injustiça da humanidade”.

O ex-presidente persistiu no argumento de que não existem provas para a sua condenação, apesar das mais de 9 horas de sessão, analisando precedentes legais e provas, para chegar à melhor sentença possível.

Gleisi Hoffman, senadora e presidente do Partido dos Trabalhadores, afirmou que o candidato do PT à presidência em 2018 será o ex-presidente Lula, apesar do impedimento que a Lei da Ficha Limpa causa à candidatura.

É importante ressaltar que o ex-presidente, apesar de condenado, ainda pode ser candidato. Basta que sua candidatura seja aprovada por ao menos 6 membros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de tal procedimento infringir a lei vigente, os juízes podem aprovar a candidatura por jurisdição -o que seria colocar Lula acima da lei.

O PT revela sua estratégia para a campanha eleitoral de 2018: tratar Lula como candidato até o último segundo, e conseguir que o clamor das ruas pressione o STF a liberá-lo como candidato.

Apesar da vitória no TRF-4 no dia 24, o Brasil ainda corre o risco de eleger um condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com tendências totalitaristas à presidência.

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