A polêmica entre Manuela D’avila e Flávio Rocha e a ascensão do liberalismo

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Por Gabriel Vieira

OPINIÃO — Na última semana foi lançado o Movimento Brasil 200, que tem como objetivo trazer uma pauta liberal para política e para a economia do país nos próximos 4 anos através do apoio de grandes empresários. O nome “Brasil 200” faz menção aos 200 anos de independência que serão completados em 2022 (último ano do próximo mandato presidencial).

Como já era esperado, a esquerda já deu sua opinião sobre o movimento, obviamente negativa. Estaria tudo dentro do esperado se não fosse um vídeo publicado pela Deputada Manuela D’avila no dia seguinte ao lançamento do Brasil 200, criticando duramente o movimento e os seus integrantes, principalmente o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha. Além de criticar também o liberalismo e a proposta central do movimento.

Manuela insinuou que as empresas geridas pelos integrantes do movimento escravizam seus funcionários e que o modelo sonhado para o país não está nem próximo do proposto pelo Brasil 200.

Ela ainda cita no vídeo que o sonho dela para o país é adquirir mais independência para o povo através da assistência estatal e que estava em Lisboa para um tipo de fórum sobre resistência contra o liberalismo.

Apesar da deputada se apresentar como superior e inteligente nas redes sociais ela se esqueceu de buscar informações antes de gravar seu vídeo em Lisboa. A Riachuelo, citada pela deputada como empresa que “gostou quando a portaria do trabalho escravo foi revogada” está no ranking das melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Outra coisa que Manuela esqueceu de pesquisar também é: O que é o liberalismo e qual o significado de independência. Em uma frase totalmente sem nexo a deputada diz que defende a independência do povo, mas que apoia o aumento da assistência estatal. Só em um mundo totalmente ilusório e com pessoas muito bem doutrinadas se pode acreditar que tem como ser independente e ao mesmo tempo depender do estado para sobreviver. Além de tudo ela ainda defende um projeto coletivista de nação, onde o estado controla a maior parte das instituições e não existe a liberdade individual.

Isso mostra o quanto a esquerda brasileira está desesperada com o crescente avanço do liberalismo dentro país. Como já disse o próprio Flávio Rocha “Existem dois grandes gurus da esquerda: Karl Marx na economia e Antonio Gramsci nos costumes, Marx já está enterrado e sepultado, sua teoria é falha e já sabemos disso”. Portanto o que tem preocupado a esquerda é o combate que tem nascido de tempos pra cá contra a infiltração de ideias comunistas nas instituições. A força que movimentos liberais estão tomando e o crescimento da divulgação dos resultados absurdos dos regimes comunistas, como a Venezuela e Coréia do Norte.

O que preocupa Manu é que o povo parou de cair de no papinho populista deles e começou a tomar consciência de que o melhor caminho é o protagonismo do indivíduo. A liberdade do indivíduo de escolher o que achar melhor para a sua vida. A liberdade do indivíduo de escolher o que fazer com o seu próprio dinheiro.

O que preocupa Manu é que o Brasil está deixando de lado a velha filosofia vermelha e 2018 promete mudanças.

O que preocupa Manu é que se a mamata acabar, seus passeios no paraíso capitalista opressor acabarão e ele terá que ficar aqui mesmo no Brasil assistindo a ascensão do Liberalismo.

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