Flavio Rocha muda o rumo do debate da direita para 2018 e passa feito trator por cima do discurso “meia boca”

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A participação do empresário Flavio Rocha (dono da Riachuelo) no Teste do Sofá do MBL, nesta sexta (12/01), foi uma grata surpresa para um público que estava carente de uma visão de direita por completo.

A entrevista – como de costume, capitaneada por Arthur do Val e Kim Kataguiri – se iniciou falando do conceito do “candidato óbvio” de direita, que ainda não se apresentou para as eleições de 2018.

Durante a entrevista, Flavio Rocha comentou que os candidatos atuais da direita apresentam discursos cruzados, que geralmente são incoerentes.

Por exemplo, esses discursos cruzados incluem aqueles proferidos por um candidato como Jair Bolsonaro, que é consistente ao defender a cultura ocidental, a família e o direito de defesa, mas descamba para o estatismo no discurso econômico.

Na Rede TV, Bolsonaro chegou a dizer ontem (12) que a reforma da previdência “não será aprovada, não contará com meu apoio e ainda vai dar munição para a esquerda crescer nas eleições”.

Isso mostra que ele se alinha a um discurso que é o mais desejado para a esquerda. Logo, é um discurso cruzado (conservador nos costumes, mas esquerdista na economia).

Mas essa regra também vale para candidatos liberais que ignoram a luta contra o marxismo cultural e o politicamente correto.

Nesse sentido, é claro que os candidatos atuais sempre ficam no meio do caminho em termos de discurso de direita.

Já a postura de Flavio Rocha demonstra uma coerência ao adotar o liberalismo na economia e o respeito os valores conservadores para questões culturais.

Esse tipo de abordagem certamente vai complicar as candidaturas atuais e enriquecer o debate.

5 COMENTÁRIOS

  1. Tirando o fato de que Bolsonaro é estatista, do resto nada de novo no front. Bolsonaro por pressão da mídia já mostrou quem será seu futuro ministro da fazenda, Paulo Guedes um liberal por excelência. Vocês confundem propositalmente a fala de Bolsonaro porque provavelmente possuem outras candidaturas que lhes proporcionem maior interesse no campo ideológico e individual. Bolsonaro já disse que vai diminuir o Estado, mas não de forma estupida como está sendo feito. Ele não vai vender uma estatal para outra estatal de país estrangeiro. Ele não vai desestatizar sem que haja órgãos reguladores competentes e leis que o amparem na fiscalização. Portanto não confundam UNDA com BUNDA, nem desestatização com vendilhão.

    • MBL, não façam como a Folha de São Paulo, que manipula as palavras de Bolsonaro para lhe prejudicar, ele falou que não apóia a reforma como os corruptos querem fazer, e sim, vai fazer uma reforma, mas que não prejudique o trabalhador, sejam mais honestos, pois não é isso que vocês pregam?

  2. Eu acho ótimo ter mais um candidato de direita. O fdp do pinga da silva se gabou de que naquelas eleições só tinha candidato socialista. Desde a redemocratização (sic) só havia candidato de esquerda. Nem votar nesses caras eu poderia porque a Igreja excomunga quem apoia partidos de esquerda. Bom, ela deve ter excomungado milhões no mundo. Hoje vivemos um tempo diferente. Aquele ardil que a esquerda brasileira tanto cultivou para dizer que quem é de direita é isso e aquilo acabou. A maioria das pessoas é conservadora e aceita mudanças gradativas. É assim que vai ser mas creio que o Bolsonaro tem a dianteira.

  3. O MBL provando mais uma vez que é esquerdista travestido de direitista esse Flavio rocha é fã numero um do Temer,na economia querem ser liberal doando o nosso patrimônio p China…isso não é ser liberal na economia,é ser conivente com a destruição da população, industria nacional,tudo entregue aos Chineses em troca de bem estar próprio dos que estão fazendo parte deste bloco peseudo liberal…

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