Sindicalistas travestidos de professores fecham Assembleia Legislativa e agridem deputado no Rio Grande do Sul

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PORTO ALEGRE — “7:25 da manhã, a assessoria do deputado Marcel chegando na Assembleia e não pode entrar porque o CPERS trancou todas as portas, todos os acessos da Assembleia Legislativa.”, relata um assessor de Marcel Van Hattem em um vídeo que registra o ato de vandalismo protagonizado por professores gaúchos nesta terça-feira, 21.

“O comando de greve então decidiu que continua bloqueado para todo mundo, ninguém entra na Assembleia Legislativa”, avisou Helenir Aguiar Schürer, a presidente do Sindicato dos Professores e Funcionários de escola do Estado do Rio Grande do Sul, o CPERS.

No site oficial, uma matéria alega que o crime se justifica pois “impedir o acesso dos deputados e funcionários à Casa teve como propósito demonstrar o repúdio da categoria quanto ao PLC 249, que visa autorizar o Estado a aderir ao Regime de Recuperação Fiscal e não permitir a votação de projetos que atacam os direitos dos servidores como a PEC 257, a 258 (extinção do adicional de tempo de serviço) e a 242 (extinção da licença-prêmio).”

“Nós vamos lutar contra o ajuste fiscal, não aceitaremos mais seis anos de congelamento de salário (…)”, diz a “presidenta”.

UMA MILÍCIA DE PROFESSORES

O chamado Comando Estadual de Greve agora decide o que será pautado na Casa Legislativa do estado. Também são eles quem decidem quem pode ou não adentrar o local.O Comando Estadual de Greve chegou a se reunir para avaliar a proposta de alguns parlamentares que pediam a liberação da entrada apenas para os líderes dos partidos. Porém, após a ação de um deputado, que tentou, de forma extremamente desrespeitosa, furar o bloqueio, a decisão dos educadores foi a de manter os acessos fechados até o final do dia.”, diz o sindicato em seu site oficial.

O deputado em questão, Van Hattem, não imaginava que seria agredido ao chegar em seu local de trabalho. “Fascista”, “entreguista”, “golpista”, gritavam. Um sicário pelego sindical chegou a gritar, inclusive, para o deputado “criar vergonha na cara e ir pra casa”. Vejam só:

“Essa é a democracia do CPERS. Todos nós aqui simplesmente queremos entrar na Assembleia para trabalhar. Essa é a ditadura que eles querem aqui pro nosso Estado. Nós precisamos ser escoltados. Não aceitam os deputados eleitos para discutir os projetos de lei aqui na Assembleia Legislativa. Chegam, ameaçam, agridem, xingam, ofendem, fazem tudo o que podem para tentar desestabilizar quem está justamente fazendo o seu papel. O meu papel é ser deputado estadual. É votar projetos. É discutir o futuro do estado. E aqui, o CPERS, que diz representar professores e não representa porque isso aqui não é educação, não permite que os deputados estaduais votem na Assembleia Legislativa, fechando o prédio.”, diz Marcel entre gritos e cuspes enquanto deixa o local sob ameaça de agressão física. Isso é ofensa, isso é violência, isso é o fim dos direitos de uma democracia representativa.”

PROFESSORES QUE NÃO SE IMPORTAM COM EDUCAÇÃO

De fato, além dos indivíduos que participaram do ato se mostrarem completamente incapacitados para educarem qualquer jovem que seja, também deixam evidente o egoísmo da causa. 

PLC 249, considerada nociva pelos sindicalistas, nada mais é do que um pacote de recuperação fiscal mais do que necessário para o Rio Grande do Sul, que corre o risco de perder repasses federais caso não reduza custos exorbitantes, custos esses que são – principalmente – do próprio funcionalismo público.

Assim como a PLC,  a extinção do adicional de tempo de serviço e a extinção da licença-prêmio, são mais do que urgentes, pois são regalias e privilégios exclusivos para servidores públicos, que o estado não pode mais suportar. Não tem dinheiro. E mesmo que tivesse, o correto é acabar com gastos abusivos como esses. 

“Um dia triste para a democracia”, como disse o deputado.

 

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