Irmãos Marinho estariam simulando troca de comando na emissora para não perder concessões

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Os irmãos Marinho, magnatas da Rede Globo, estão em expectativa de serem alcançados pelas investigações americanas do escândalo de corrupção da Fifa, que corre na Justiça de Nova York. 

Caso isso ocorra, eles não poderão mais ser concessionários de emissoras de rádio e televisão, mesmo confessando seus crimes e pagando multas milionárias para ressarcir os prejuízos que causaram a outras emissoras.

Por isso, Roberto Irineu e João Roberto Marinho decidiram simular um afastamento do controle da TV Globo e garantir, dessa forma, que as concessões não serão cassadas pelas leis brasileiras.

Conforme apurou a Tribuna da Internet:

NA MIRA DO FBI – As investigações do FBI começaram em 2011, abrangendo atos de corrupção cometidos na Fifa desde 1991, ainda na época do brasileiro João Havelange. Foi quando acendeu o sinal vermelho na cúpula da Globo, devido ás negociatas realizadas na Fifa através de seu procurador Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes,  e do parceiro/laranja J. Hawilla, da Traffic.

Quando constatou que seria apanhado, J. Hawilla se adiantou e, em 12 de dezembro de 2014, confessou-se culpado perante a Justiça norte-americana. Assumiu as acusações de extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça, aceitando restituir US$ 151 milhões, para ressarcir as emissoras prejudicadas nas licitações vencidas por ele. Com patrimônio avaliado em R$ 2 bilhões, Hawilla saiu ileso e sem fazer delação premiada, para alívio da Globo.

DIRETOR DEMITIDO – O chamado Fifagate foi crescendo e em 3 de novembro de 2015 o presidente da CBF, José Maria Marin, foi extraditado para os Estados Unidos, depois de ser preso em Zurique com outros seis dirigentes da Fifa. Por coincidência, é claro, dois dias depois da extradição de Marin, em 5 de novembro de 2015, o presidente do Grupo Globo, Roberto Irineu Marinho, distribuiu comunicado informando o afastamento de Marcelo Campos Pinto da direção da Globo Esportes.

Na mesma época, outra importante iniciativa dos irmãos Marinho foi encaminhar ao governo brasileiro, então presidido por Dilma Rousseff, um requerimento transferindo as ações de Roberto Irineu e João Roberto para seus filhos, que passariam a ser os supostos controladores da Rede Globo de rádio e televisão.

DILMA NÃO ASSINOU – O tempo foi passando e Dilma Rousseff não assinou o decreto transferindo as concessões. Era a época do impeachment e a Globo inicialmente ficou em cima do muro. Mas depois aderiu e passou a participar ativamente do movimento para derrubar a presidente. Coincidência ou não, o fato concreto é que um dos primeiros atos do presidente interino Michel Temer, em junho de 2016, foi a assinatura do decreto solicitado pela Globo.

A volúpia de atender aos irmãos Marinho era tamanha que o decreto saiu mambembe, nem indicava os nomes dos novos sócios controladores da Rede Globo, formada pelas emissoras próprias no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília, além de centenas de afiliadas estaduais e municipais.

No ato assinado por Temer, ficou determinado que as alterações societárias deveriam ser efetivadas e registradas, perante o órgão competente, no prazo de 60 (sessenta) dias, contado da data de publicação, sob pena de  invalidade. E os irmãos Marinho cumpriram essas exigências.

UMA SIMULAÇÃO – Na realidade, nada mudou. O controle acionário da TV Globo continua com os três irmãos Marinho, porque a alteração societária estrategicamente incluiu uma cláusula de “reserva de usufruto vitalício”. Portanto, quem permanece à frente das próximas atrações da Rede Globo não é a nova geração da família Marinho, muito pelo contrário.

Mais de um ano se passou e até agora ninguém sabe o que os herdeiros de Roberto Marinho estão fazendo. Chegou a ser noticiado que o diretor da Globo Esportes, no lugar do denunciado Marcelo Campos Pinto, seria Roberto Marinho Neto, que está perto dos 40 anos e nunca trabalhou em nada, literalmente nada. Mas quem na verdade assumiu foi Pedro Garcia, que desde novembro de 2015 passou a ser responsável pelas negociações com os cartolas do futebol.

Na verdade, os sete filhos dos irmãos Marinho continuarão a ser apenas figurantes de uma novela que pode acabar bem, mas também pode acabar mal. Como dizia o pensador madrilenho Ortega Y Gasset, na vida tudo depende das circunstâncias.

As informações são da Tribuna da Internet.

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