Ex-procuradora conta que Maduro cometeu mais de 8.000 assassinatos

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VENEZUELA —Nesta quinta-feira, 16, a ex-procuradora chavusta Luisa Ortega Diaz pediu uma ordem de prisão internacional contra Nicolás Maduro e outros membros que comandam a ditadura: o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López; o ministro do Interior e da Justiça, Néstor Reverol; o diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), Gustavo González López; e o chefe de Governo do Distrito Federal, Antonio Benavides Torres.

Ela justifica o pedido esclarecendo que eles são responsáveis por “assassinatos, torturas, encarceramento, assim como um ataque sistemático e generalizado contra a população civil”.

Segundo informou o EL País:

“A acusação principal da ex-procuradora, baseada, segundo os documentos apresentados, em “mais de mil elementos de prova”, é centrada nos números da repressão ocorrida entre 2015 e junho de 2017, quando o país viveu uma onda de protestos maciços contra os caminhos adotados pelo chavismo. “Estamos denunciando”, disse ela aos jornalistas, “que em 2015 foram assassinadas 1.777 pessoas por policiais e militares, em 2016, 4.667 nas mesmas circunstâncias, e até junho deste ano foi registrado o assassinato de 1.846 pessoas, todas elas sob ordens do Executivo, a partir de um plano que o Governo aplica de limpeza social”. Ortega Díaz acrescentou ter incluído na denúncia as OLP, Operações para a Libertação do Povo, “onde foram assassinadas 505 pessoas, mais uma limpeza executada por grupos táticos de combate”.

Ortega Díaz afirma que esses dirigentes chavistas são responsáveis por “crimes de lesa humanidade”. A Venezuela assinou o Estatuto de Roma em 1998 e por isso acata e deve se se submeter à jurisdição do Tribunal Penal Internacional, que investiga crimes como genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade. A ex-procuradora atribui a esses dirigentes “assassinatos, torturas, encarceramento, assim como um ataque sistemático e generalizado contra a população civil”. “Vimo-nos na necessidade de recorrer a esta instância internacional porque não existe Justiça na Venezuela, onde não é possível obter a punição dos responsáveis por esses crimes de lesa humanidade”, afirmou. A denúncia inclui relatórios médicos, perícias psiquiátricas, inspeções técnicas e entrevistas que, segundo Ortega Díaz, comprovam também “17.000 prisões arbitrárias, centenas de casos de tortura” e outros efeitos da “militarização da segurança da população, que permitiu o uso de armas de fogo nas manifestações, trazendo como consequências morte e repressão”.”

As informações são do El País.

 

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