Juíza que tenta censurar hashtag #CaetanoPedofilo já condenou comentarista que xingou Fluminense de mau caráter

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Comentarista do Sportv e escritor nas horas vagas, Eduardo Bueno – também conhecido como Peninha – foi condenado em primeira instância em fevereiro deste ano a pagar uma indenização de R$ 15 mil ao Fluminense por danos morais. As informações são do R7.

O caso teve início em 2015, após a participação de Bueno no programa “Extra Ordinários”. Na época, ele comentou na atração a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Fluminense, e se referiu ao time carioca como “o mais mau caráter do Brasil”.

Bueno torce para o Grêmio e também disse na ocasião que o jogador era “o mais mau caráter do Brasil”. Diante das declarações, a diretoria do Fluminense decidiu processá-lo, algo que chegou a ser recebido com ironia por Bueno – em uma edição do “Extra Ordinários” ele até disse que não tinha como fazer muito “dano moral” ao Flu.

O detalhe é que no processo em que condena o comentarista, a juíza Flavia Gonçalves Moraes Alves afirma que “o réu, na qualidade de jornalista, deveria sempre ter em mente o bom senso e a razão. Ainda que expressasse a sua opinião em um momento de acalorada discussão ou revolta por eventual comportamento perpetrado pelo clube autor, não poderia, em hipótese alguma, ultrapassar o limite da razoabilidade. No caso em questão, chamar, em programa de grande audiência, um importante clube como o autor, de mau caráter, e, em momento posterior, acusá-lo de práticas ilícitas, causa, sem sombra de dúvida, ofensa à sua honra objetiva e ao bom nome que goza perante a sociedade”.

O curioso agora é que a mesma juíza está envolvida na decisão de censurar Flávio Morgenstern, que está sendo acionado por Caetano Veloso por ter subido a hashtag #CaetanoPedofilo. A juíza mandou Morgenstern retirar as menções, configurando clara ação de censura.

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