Setor de extrema esquerda do PSDB fecha com Alckmin e pede manutenção das estatais

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SÃO PAULO — O PSDB é um partido de esquerda? Essa é a questão que a matéria escrita por Leandro Machado pro site BBC responde: 

“Para um grupo cada vez mais forte na sigla, a resposta deve ser sempre “sim, com certeza”. Eles afirmam que os tucanos nasceram no espectro político da esquerda e devem retomar esses valores daqui para frente.

É o setor do partido que se identifica como EPV, o “PSDB Esquerda Pra Valer”. Conta com 5,5 mil filiados entre militantes, vereadores, deputados estaduais e federais e um ex governador de São Paulo. Foram contra o impeachment de Dilma Rousseff, não querem privatizações, são contra a maioridade penal, a favor da descriminalização do aborto e das drogas, acreditam na importância dos direitos humanos, são a favor do passe livre em transportes públicos e também querem a taxação de grandes fortunas.

São esses tucanos que se colocaram ao lado de Geraldo Alckmin na disputa que ele poderá travar com João Doria pela candidatura do partido à Presidência em 2018

“O principal objetivo, porém, é fazer com que a sigla volte os olhos para seu programa partidário e à sua principal bandeira: a social democracia. Essa ideologia política, ligada historicamente à esquerda, prega a presença e intervenção do Estado na economia como forma de garantir o bem estar e a justiça social.”, escreve Leandro.

O Movimento Brasil Livre é o principal alvo do EPV: o grupo tucano pretende impedir que o movimento tenha nomes dentro do partido.

O EPV aponta o MBL como seu principal alvo: acusam o movimento de censurar a arte e de falso moralismo. Leia na íntegra o trecho do texto de Leandro Machado que trata do assunto:

“O EPV pretende impedir que novos nomes da direita tentem usar o PSDB em futuras candidaturas. O Movimento Brasil Livre (MBL), por exemplo, é o principal alvo.

Já há filiados nas duas agremiações, como Paulo Mathias, prefeito regional do bairro paulistano de Pinheiros e que milita dos dois lados. Uma ala da juventude tucana, conhecida como Conexão 45, também está alinhada ao movimento de Kim Kataguiri e do vereador Fernando Holiday (DEM).

“O MBL está tentando usar a máquina partidária do PSDB para seus objetivos eleitorais”, diz Donizete Ferreira Beck, de um grupo rival.

Rodrigues faz uma crítica mais dura.

“O MBL não é um movimento de diálogo nem de representatividade. Ele funciona apenas nas redes sociais, como uma agência de comunicação, e se ancora no falso moralismo. As portas do PSDB estão fechadas para eles“, diz. “O MBL cumpre um papel de censor das liberdades de expressão e artística”, completa, em referência às recentes manifestações do grupo contra exposições e performances de arte.

Procurado pela BBC Brasil, o Movimento Brasil Livre não comentou as críticas. Disse apenas: “Nós nem sabíamos que eles (Esquerda Pra Valer) existiam, deixa eles falarem qualquer coisa”.

 

Fonte: A esquerda tucana que é contra Doria e MBL e quer Alckmin presidente – BBC Brasil

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