Senadores pedem urgência em projeto que tira trabalho dos motoristas de aplicativos Uber e Cabify

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BRASÍLIA — Nesta terça-feira, 24, o Plenário do Senado aprovou um requerimento em regime de urgência para  o projeto PLC 28/2017 da Câmara dos Deputados, que trata da regulamentação dos aplicativos de transporte como Uber e Cabify. Os senadores querem “negociar” um acordo sobre o texto para a próxima semana.

O projeto foi discutido em reunião extraordinária da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, mas não houve consenso entre os parlamentares

Não houve o acordo, embora se tenha discutido bastante, até com aceitação das duas partes. Eu ouvi os representantes dos taxistas e ouvi também os representantes dos serviços com aplicativos — disse o presidente da Comissão, Otto Alencar.

Lindbergh Farias, líder do PT, está preocupado com a demora do processo: “Se a gente usar o projeto do senador Pedro Chaves, volta tudo à estaca zero. Tudo o que não se quer é prejudicar trabalhador. Tem trabalhador dos dois lados, então esta Casa tem que tentar construir um acordo para que a gente possa votar na próxima semana”, disse.

Há dois textos em discussão, um pretende que os aplicativos funcionem como o sistema de táxi, outro mais ameno impõe novas regras além da regulamentação, mas não chega a modificar tanto o serviço como o primeiro texto.

Farias faz parte de um grupo que quer transformar o serviço dos aplicativos em táxi. Ou seja, o petista está incluído no roll de parlamentares que não estão preocupados com a população – que teve benefícios notórios com a chegada dos aplicativos. 

Além da qualidade do serviço ofertado ser superior ao Táxi, muitos brasileiros que estavam desempregados passaram a trabalhar como motoristas.

Os aplicativos funcionam muito bem como estão, os senadores que não querem entender isso estão trabalhando contra a vontade da maioria da população em troca de migalhas de apoio dos sindicatos de motoristas de táxi, que não querem aceitar a livre concorrência de mercado.

Entre todos os problemas atuais do Brasil, há centenas de projetos mais urgentes do que esse para serem discutidos pelos nossos “Excelentíssimos representantes”, principalmente em tempos de um altíssimo número de desempregados por todo o país. Atrapalhar esses trabalhadores é uma urgência? Acreditamos que não.

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