Polícia Civil investiga quadrilha que ataca igrejas, partidos e órgãos do Estado. Alguns são alunos da UFRGS

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RIO GRANDE DO SUL — Em Porto Alegre uma operação da Polícia Civil que ocorreu nesta quarta-feira, 25, coletou provas contra uma quadrilha especializada em atacar órgãos do Estado, partidos políticos e instituições religiosas.

Foi uma operação de busca e apreensão para deter as ações do grupo que se define “contrário a toda forma de poder”, o nome da quadrilha não foi revelado até o momento, contudo, sabe-se que se trata de pessoas que se identificam como anarquistas. Curiosamente, integrantes da milícia possuem bolsas de estudo em mestrado e doutorado em uma instituição pública.

Um dos locais em que a Polícia esteve foi um prédio na Cidade Baixa, POA, usado para algumas reuniões. Livros, computadores e faixas foram apreendidos.

Émerson Wendt, chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, falou ao Jornal do Almoço que a quadrilha ataca “toda e qualquer forma de poder e controle, seja ele político, religioso ou moral”.

Em outro endereço visitado pelos policiais, um prédio no bairro Azenha, foram apreendidas garrafas pet que estavam sendo preparadas como bombas incendiárias. Após as buscas a Polícia declarou que foram esclarecidos vários ataques que ocorreram nos últimos quatro anos na cidade, os quais ainda não sabiam a autoria.

A investigação do caso começou a um ano atrás, quando integrantes da quadrilha tentaram explodir uma viatura da Polícia Civil que estava estacionado em frente a Primeira Delegacia de Polícia no Centro Histórico de Porto Alegre.

No total, 32 pessoas estão sendo investigadas pelos crimes de formação de quadrilha, organização criminosa, vandalismo, tentativa de homicídio e dano ao patrimônio público com material explosivo. Alguns são, inclusive, bolsistas em programas de mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Ao final das investigações, o delegado responsável pela operação irá pedir a prisão dos principais envolvidos do grupo, com as devidas provas apresentadas.

As informações são do Jornal do Almoço, do G1 de Porto Alegre.

 

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